segunda-feira, janeiro 30, 2006

GAIVOTA

GAIVOTA






Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmerece e cai no mar.
.../
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão.
nessa mão onde perteito
bateu o meu coração.

Alexandre O'Neill


sexta-feira, janeiro 27, 2006

DESARRUMADAS

"DESDATADOS. DESARRUMADOS"










Não ponho datas nos poemas
Não quero fechá-los num dia
Num local especifico
Numa certa ocasião.
Guardo-os com a mesma lógica com que os escrevi:
Nenhuma.
Nenhum poema é passado
Porque presenteNenhum poema é futuro

porque o Sinto já dentro
E se não é já presente
É por pura preguiça e falta de tempo
Escrito num hoje sem amanhãs
Não saberia sequer datar os poemas.
Escreverei do passado no futuro
Escreverei do futuro no presente.
Ficam portanto assim:
Poemas sem tempo.
E o ultimo que escrever será como o primeiro
Palavras sem data
Arrumadas sem lógica
Futuro passado
Presente amanhã

Poema: Encandescente

quarta-feira, janeiro 25, 2006

JANELA 2

segunda-feira, janeiro 23, 2006

JANELA


Janela fechada
Alma fechada


sábado, janeiro 21, 2006

FONTE - Luar




quarta-feira, janeiro 18, 2006

BUGANVÍLIA




segunda-feira, janeiro 16, 2006

ROMÃ

ROMÃ







Repara,
há corações como a romã:
- Enormes,
abertos
ígneos corações.


Poema: Manuel Filipe

sexta-feira, janeiro 13, 2006

LUA CHEIA

REDONDA LUA





A Lua-Cheia (diz-se), propicia o nascimento,
porque - vede as marés - atrai naquele momento
a água, que nos outros mares recua.

Por mim, creio,
a vida só surgiu
sob a redonda luz da Lua;

A primeira bactéria emergiu,
tímida e nua,
e foi esterilizada pelo Sol,
que então subiu

A segunda aprendeu,
como se viu ...


Poema de : Manuel Filipe

quinta-feira, janeiro 12, 2006

ESTEVA


segunda-feira, janeiro 09, 2006

AVÓ





"Avó lendo o poema que a neta lhe deu"

PARA A MINHA AVÓ

Conheci...
Vivi...
Uma mulher,
Uma pessoa...

É pequena,
Tem cabelos brancos...
Uns olhos castanhos
que inspiram confiança!

Ela mora numa casa,
Na casa da Poesia!
É feita de todas as cores,
Com diferentes sabores!

Nela,
As janelas são poemas
As portas sonhos ...
Sonhos de criança,
Sonhos dela...

Ai, como eu gosto!
Como gosto
De com ela brincar!
De sonhor o seu sonho,
Sem nunca parar!
De viajar
Nas asas dum pássaro
Sempre com ela a falar.

Ai, como eu gosto!
Ai, como seria?
Se fosses embora
Sem antes comigo veres o mar?

Leonor Matta 12 anos

domingo, janeiro 08, 2006

LUA

LUA




Conheço alguns, para quem o mundo
sempre foi cinza-suave,
como se vivessem há mil anos
sol a lua;
E, quando o sol os faz humanos;
fogem da rua.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

A CAÇA


quarta-feira, janeiro 04, 2006

Poemas de Manuel Filipe



Foi lançado o livro de poemas do Manuel Filipe abrangendo o período compreendido entre 1969 e 2004. São quase 400 páginas de excelente poesia e que recomendo. O livro custa 12 euros mais portes de correio e poderá ser encomendado enviando um e-mail para o autor. No blog Poemas de Manuel Filipe poderão ler mais alguns poemas deste autor.

Reflexo 5


segunda-feira, janeiro 02, 2006

Pôr do Sol - 5







DO PÔR-DO-SOL,AFINAL...

Do pôr-do-sol, afinal, ficaram aves;
Ou se quiserem, um vago chilrear...

Mas inda há pouco, flamejante, ardia o ar
e nele fervia uma pulsão intemporal.

Povoas o meu mundo de surpresas!
Iluminas e confundes as certezas,
nesta luz feroz, solsticial.

Manuel Filipe