sexta-feira, dezembro 30, 2005

GAIVOTA

Gaivota





A gaivota plana num grito circular,
aflora as águas, ao de leve,
numa carícia.

Paira acima dos vendavais,
que avida é breve,
esfinge do cais.

Companheira do luar,
a gaivota plana, num grito circular
sobre a tempestade, ao de leve,
curta delícia.

A gaivota é a saudade dos navios,
é a certeza de voltar
de portos incógnitos e frios.

A gaivota plana num grito circular,
é a esperança,
é o próprio mar.

Manuel Filipe

5 Comments:

Blogger paper life said...

Duas belas ilustrações para um excelente poema.
Beijo.:)

dezembro 31, 2005 1:47 da manhã  
Blogger Su said...

gostei do poema, como spre amo estas fotos

feliz 2006
jocas maradas

dezembro 31, 2005 2:38 da manhã  
Blogger Seila said...

que foto liinda! Beijões e um ano de 2006 sensacional!

dezembro 31, 2005 11:38 da manhã  
Blogger OrCa said...

Pois, em voo sereno e ao rés da água, aqui te deixo o meu mimo para as próximas "entradas" em 2006:

Acabei, mesmo agorinha, (graças ao Ognid, da Catedral e da Amélia Pais, de Ao Longe Os Barcos De Flores)de descobrir que este dia 31 terá mais um segundo por imperativos de acerto cósmico...

Pois que esse segundo seja o do nosso abraço e que ele tenha o tamanho do mundo!

dezembro 31, 2005 4:06 da tarde  
Blogger Toze said...

Como sempre , fotos bem apanhadas e trabalhadas :)

Feliz 2006

janeiro 02, 2006 5:49 da tarde  

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